Como apoiar crianças com TDAH na escola: estratégias práticas para famílias

Como apoiar crianças com TDAH na escola: estratégias práticas para famílias

Publicado em 16 de abr. de 2025

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Como ajudar uma criança com TDAH a manter o foco na escola quando a mente parece estar sempre longe? Pois é, esse é justamente o desafio que vamos abordar neste artigo: mostrar como o TDAH impacta a experiência escolar e como é possível promover uma convivência positiva e produtiva, com estratégias e apoios certos. 

Crianças com TDAH têm níveis mais baixos de dopamina e noradrenalina, o que faz com que se distraiam facilmente com estímulos internos e externos — como o som de um lápis batendo  , o canto de um passarinho ou até mesmo sua própria imaginação. No entanto, isso não é verdade para todos — algumas crianças com TDAH conseguem se concentrar melhor quando têm acesso a certos estímulos sensoriais, como se movimentar ou ouvir sons de fundo. Vamos explicar isso mais adiante no artigo. 

Ainda assim, seguindo as estratégias que listamos aqui, seu filho pode ir muito além (lembra da Emma Watson? Ela é um exemplo de sucesso. E ela é uma ótima referência de criança cujos pais souberam conduzir o TDAH 😉). Vamos mostrar como você pode fazer isso também.

Como os desafios do TDAH aparecem de forma única para cada criança na escola

Você provavelmente já percebeu que a famosa combinação ‘TDAH e escola’ se manifesta de formas bem diferentes. TDAH não é sinônimo de correr e gritar, como muita gente imagina. Em muitos casos, crianças com TDAH acabam se pegando no mundo da lua, olhando pela janela e sem prestar atenção à aula. O diagnóstico pode ser adiado quando a criança tem bom desempenho na escola (o que é comum em meninas com TDAH) e apresenta um comportamento considerado adequado. 

Vamos explicar melhor. Alguns alunos com TDAH são hiperativos, impulsivos e falam bastante. Eles tendem a mostrar sinais clássicos de TDAH e, por isso, geralmente o diagnóstico acontece mais rápido. Os problemas mais comuns que essa criança pode enfrentar no ensino fundamental ou médio costumam incluir:

  • Interrupções frequentes durante as discussões em sala de aula

  • Dificuldade para ficar sentado ou permanecer parado durante as aulas

  • Dificuldade para esperar sua vez nas atividades em grupo

  • Agir sem pensar 

Em outros alunos, mais introvertidos, a desatenção e a inquietação interna são mais frequentes. Por isso, muitas vezes, podem passar anos sem diagnóstico — especialmente quando as notas continuam boas. As dificuldades desses alunos podem ser diferentes quando comparadas às dos colegas mais hiperativos:

  • Tendência a perder detalhes importantes nas instruções

  • Dificuldade para se envolver em atividades ou discussões em grupo

  • Frequentemente ficam sonhando acordados durante as aulas

  • Dificuldade para iniciar tarefas ou encontrar motivação

Se seu filho tem o TDAH do tipo desatento e recebeu o diagnóstico na hora certa — parabéns! Agora você pode ajudar seu filho a prosperar. 

Por que isso tudo é tão importante? Quanto melhor você conhece os sintomas mais evidentes do TDAH que seu filho enfrenta, mais fácil fica desenvolver estratégias eficazes de apoio. 

PEI: O programa especializado para apoiar crianças com TDAH na escola

O Plano de Ensino Individualizado (PEI) é um planejamento formal criado para apoiar crianças com dificuldades de aprendizagem, oferecendo adaptações adequadas e um plano personalizado para estimular o sucesso escolar de cada criança. 

Muitos pais se perguntam: ‘O TDAH é considerado uma condição de necessidades especiais?’ A resposta é sim — o TDAH se qualifica como uma deficiência segundo a Lei dos Direitos das Pessoas com Deficiência dos EUA (Individuals with Disabilities Education Act, IDEA). Mas isso só é válido se o TDAH interferir de maneira significativa na rotina diária do seu filho, especialmente na escola, comprometendo o desempenho acadêmico ou o desenvolvimento social. 

However, o PEI não cobre todas as despesas — normalmente, as escolas recebem apenas parte do financiamento e precisam arcar com o restante dos custos.

Pela legislação dos EUA, você pode solicitar a avaliação para o PEI sem custo algum. Normalmente, a avaliação leva algumas semanas para ser concluída. Fazem parte do processo especialistas como fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e psicólogos da própria escola onde a criança estuda.

Depois, é realizada uma reunião do PEI com o responsável da criança, a professora, especialistas (como psicólogos infantis) e um representante do setor de educação especial. Nessa reunião, a equipe discute como apoiar o estudante com TDAH na escola e elabora um plano educativo personalizado, definindo objetivos acadêmicos e adaptações para apoiar o aprendizado.

Você pode perguntar: que apoios ou adaptações costumam entrar no PEI para crianças com TDAH? Esses apoios podem variar entre estudantes com TDAH, mas os mais comuns incluem 

  • Apoio de um assistente pedagógico especializado em TDAH, disponível temporariamente ou sob solicitação

  • Apoio direcionado a disciplinas em que a criança apresenta mais dificuldade, como reforço extra em matemática

  • Mudança no ambiente escolar, como permitir o uso de fones de ouvido para diminuir distrações

  • Adaptação do formato de tarefas, como tempo extra para provas e entregas de trabalhos

  • Pausas adicionais sob supervisão de um assistente para ajudar no foco

No caso das adaptações especiais, podem incluir:

  • Acesso a um segundo conjunto de livros (um para a escola, outro para casa)

  • Uso de tecnologia assistiva, como fones, tablets ou ferramentas de transcrição de voz

  • Permissão para realizar tarefas orais em vez de escritas

  • Uso de espaço reservado e silencioso para provas e sessões de estudo

  • Prazos flexíveis para entrega de atividades, principalmente em períodos mais difíceis

Você pode pedir uma nova reunião de avaliação do PEI para verificar o progresso do seu filho e fazer ajustes, se necessário. Entre uma reunião e outra, pais e responsáveis também podem conversar com os professores sobre o andamento do estudante e acompanhar a efetividade do PEI em casa.

 

Como criar e manter um plano de comportamento para apoiar o TDAH na escola

Ou melhor dizendo, um plano de intervenção comportamental (PIC). É uma proposta muito parecida com o PEI, mas com algumas diferenças importantes 

  • Nem sempre está separado do PEI; o Plano de Intervenção Comportamental (PIC) pode fazer parte do PEI se o comportamento da criança estiver afetando significativamente o aprendizado

  • É desenvolvido quando um estudante apresenta comportamento disruptivo que interfere negativamente no processo de aprendizagem

  • Estratégias de aprendizagem para TDAH podem ter um impacto muito grande no sucesso acadêmico, já que comportamento e aprendizado andam de mãos dadas para esses estudantes, mas exigem esforço mental contínuo

  • O PIC pode ser colocado em prática mais rapidamente do que o PEI, já que não requer um processo longo de avaliação

  • O PIC acompanha a evolução do comportamento do estudante, enquanto o PEI observa o desempenho acadêmico e se estão sendo seguidos os objetivos de aprendizagem

Vale lembrar: o plano de intervenção comportamental NÃO é um documento para punir. Ele serve para promover atitudes positivas e engajamento na escola, sendo elaborado em conjunto com professores e psicólogos.

O PIC normalmente traz a descrição do comportamento, os motivos e possíveis intervenções — ou seja, estratégias práticas para apoiar o TDAH. Essas estratégias devem ser mensuráveis, realistas e progressivas. Também é importante considerar o estágio de desenvolvimento e as habilidades da criança.

Além disso, para funcionar, o plano de intervenção comportamental precisa ser específico e trazer orientações claras. Por exemplo: você pode estabelecer como meta que seu filho levante a mão antes de falar em sala. Esse acompanhamento pode ser feito ao longo de uma semana, com a meta de alcançar esse resultado pelo menos três vezes ao dia. 

Agora, vamos ver outras formas de colaborar com os professores do seu filho se você quiser experimentar novas possibilidades.

Trabalhando em parceria com professores para ajudar no foco das crianças com TDAH na escola

Mesmo que você não pretenda solicitar um PEI para seu filho, conversar com os professores pode fazer toda a diferença. Agende uma conversa para falar sobre os gatilhos de comportamento da criança e como a professora pode ajudar. Mas é bom preparar o terreno: nem toda professora recebeu formação para reconhecer o TDAH em crianças — e, muitas vezes, nem sabe como adaptar a rotina escolar para essas necessidades. Por isso, seja o mais detalhado possível nos seus pedidos. 

Veja o que vale a pena compartilhar com o professor ou professora.

Ambiente escolar otimizado

Um pedido simples é colocar o seu filho mais perto da professora, longe de janelas e portas. Isso ajuda a evitar distrações, como barulho e conversas na última fileira, e pode fazer uma enorme diferença para a criança com TDAH.

Fones de ouvido ou protetores auriculares podem ajudar bastante durante atividades individuais ou provas, evitando sons que atrapalham a concentração. Além disso, crianças com TDAH se beneficiam de aulas mais curtas ou com variação de ritmo ao longo da atividade. Peça, se possível, para a professora incluir atividades práticas ou discussões interativas no planejamento.

Técnicas de redirecionamento

Repreender seu filho só como último recurso — na verdade, na prática do TDAH, isso NUNCA deveria acontecer. Do contrário, seu filho pode acabar se sentindo um peso — e isso não é o que você deseja, né? No lugar disso, procure maneiras delicadas de retornar o foco da criança quando ela começar a se dispersar. Vale um tapinha no ombro? Ou quem sabe chamar a criança pelo nome usando um tom de voz específico 

Descubra quais estratégias funcionam para seu filho e compartilhe isso com a professora. É fundamental que o professor evite respostas negativas diante dos desafios comportamentais e de aprendizagem das crianças. O ideal é priorizar o reforço positivo, incentivando redirecionamentos construtivos e apoio, em vez de somente evitar críticas. 

Intervalos frequentes

Estudantes com TDAH podem precisar de mais intervalos entre uma atividade e outra para liberar energia acumulada. Peça à professora se é possível incluir intervalos curtos durante as aulas. Para os maiores, períodos mais longos de concentração funcionam, mas ainda assim eles vão precisar de intervalos também mais longos. Já os pequenos se organizam melhor com atividades de curta duração e mais pausas ao longo do dia.

Apoio extra e especializado

Crianças com TDAH frequentemente contam com apoio adicional de adultos, já que tendem a ter dificuldade em seguir instruções e manter o foco na tarefa. Peça à professora para reforçar lembretes, incentivar, oferecer toques gentis para que elas mantenham o foco durante toda a aula. Peça para que os professores reconheçam cada pequena conquista do seu filho e ofereçam feedback positivo — isso faz muita diferença para a confiança e motivação na escola. 

Uso de tecnologia

Timers digitais e aplicativos de foco são ótimas respostas para a pergunta: “Como ajudar crianças com TDAH a manter o foco na escola?” Timers digitais oferecem sinais visuais e sonoros que ajudam os estudantes a manterem o ritmo nas tarefas ou provas. 

A maioria desses apps de foco, inclusive, bloqueia o acesso ao celular. Por exemplo, a criança pode plantar uma árvore virtual no aplicativo Forest ao iniciar uma tarefa. Se ela seguir focada durante o tempo definido, a árvore cresce. Mas, se sair do app, a árvore murcha. Essa representação visual do foco pode ser um ótimo incentivo para que a criança persista na tarefa. Se você percebeu que seu filho se beneficia dessas ferramentas digitais, pergunte ao professor sobre a política de uso de celular na escola. 

Outras dicas para apoiar o gerenciamento do TDAH na escola

Veja outras sugestões para inserir na rotina de aprendizagem do seu filho com TDAH — e vale também compartilhar tudo isso com as professoras.

  • Pausas breves entre tarefas ou aulas. Atividades simples, como alongar ou pular, podem ajudar a liberar a energia acumulada e permitir que as crianças voltem para as tarefas com mais concentração. 

  • Dividir tarefas em partes pequenas e fáceis. Seu filho pode se sentir sobrecarregado quando recebe tarefas grandes, como desenhar uma imagem inteira em uma única aula Nesse caso, as professoras podem dividir em etapas, incentivando o aluno com TDAH a focar em cada parte. Quando a criança sabe que precisa ficar concentrada por apenas 5 minutos, a pressão fica menor.

  • Lanches que favorecem o TDAH. Prefira lanches que tragam equilíbrio e energia estável. Alimentos com pouco açúcar e ricos em proteínas ajudam a evitar picos de energia, que geralmente levam à hiperatividade. Tente opções como castanhas, iogurte ou snacks integrais para manter o foco ao longo do dia.

  • Agende a medicação. Converse com o profissional de saúde sobre o melhor horário, alinhando-o à rotina escolar. Você pode programar um alarme digital visual que toque na hora da medicação. Também vale criar cartões com lembretes ilustrados ou com palavras e colocá-los na mochila ou lancheira da criança.

Por que tornar o aprendizado divertido é uma abordagem eficiente na educação de crianças com TDAH 

Aprendizagem lúdica e prazerosa aumenta muito as chances de qualquer criança conseguir manter a atenção. Aqui estão algumas estratégias divertidas para tornar a escola um espaço mais leve, com atividades que a criança consegue acompanhar 

Fique à vontade para sugerir essas ideias à escola também.

  • Pausas divertidas. Não, não estamos falando em gravar vídeos para o TikTok — embora isso também possa ser divertido se a escola e o professor participarem. Na verdade, sugerimos perguntar ao professor se é possível incluir momentos de dança, caminhadas ou brincadeiras rápidas para ajudar as crianças a relaxar 

  • Apresentando objetos de foco. Deixe seu filho escolher um objeto favorito, como uma bolinha antistresse ou brinquedo, que ele possa manter por perto durante a aula. Esse objeto serve como lembrete: cada vez que a criança segurar ou deixar sobre a mesa, é hora de se concentrar. Depois, pergunte ao professor se o objeto pode ser levado para a escola. 

  • Leitura ativa. Como ajudar seu filho com TDAH a manter o foco durante atividades escolares mais monótonas, como leitura? Aqui, a leitura ativa salva! Ficar parado lendo um livro pode ser quase um castigo para crianças mais inquietas. O professor pode incentivar a leitura em voz alta, propor dramatizações ou até sugerir vir fantasiado de personagem para encenar a história na sala. 

  • Calendário divertido. Procure um calendário colorido com personagens de filmes ou jogos preferidos e, juntos, transformem em um verdadeiro arco-íris de tarefas. Ajude seu filho a listar as tarefas e usar cores diferentes para cada matéria. Adesivos também são ótimos para marcar datas importantes, tarefas concluídas ou eventos especiais. 

  • Varie os estilos de aprendizado. Os professores devem estimular todos os canais sensoriais da criança durante as atividades de aprendizagem. Por exemplo: ao ensinar sobre os animais, dá para mostrar vídeos ou slides animados para prender a atenção. Atividades práticas também são fundamentais. Experimentos simples, como plantar uma semente e observar o crescimento, fazem a criança se envolver de forma ativa e tornam o conteúdo muito mais marcante e divertido — e nem sempre o modelo tradicional de sala de aula atinge esse efeito.

Como pais podem apoiar a tarefa de casa de crianças com TDAH

Aprender a apoiar a concentração do seu filho não é só coisa de escola — vale também para a rotina em casa. Tudo isso porque as habilidades que elas desenvolvem em casa ajudam a focar melhor na escola. 

Veja o que você já pode colocar em prática hoje mesmo.

Acompanhe o progresso de maneira divertida

Por exemplo, suponha que a tarefa seja ler uma historinha. Defina uma meta de leitura divertida! Pergunte quantas páginas a criança quer ler e incentive a fazer anotações também. Quando terminar o tempo, incentive a comparar os resultados. Celebre o tempo em que o foco foi mantido na tarefa, mesmo que a meta não tenha sido atingida.

Se a criança marcou que conseguiu ler 2 páginas em 10 minutos, premie o fato de ter se mantido focada durante esse tempo — mesmo que tenha lido menos do que imaginava. Lembre-se: você está ajudando seu filho a fortalecer o FOCO — não tente transformá-lo numa máquina de produtividade. 

Monte um espaço de estudos livre de distrações 

Ajude seu filho a montar um espaço de estudos só dele, longe de barulho e bagunça. Pode ser um cantinho aconchegante no quarto, um espacinho perto da janela ou até mesmo ao ar livre, se o tempo estiver bom. Deixe seu filho deixar o espaço do jeitinho dele, com as cores, almofadas ou desenhos preferidos.

Inclua itens que ajudam a manter o foco, como uma luminária de luz suave. Escolha materiais escolares de que a criança goste. Quanto mais seu filho sentir que aquele cantinho é dele, mais fácil será associar esse espaço a produtividade e foco.

Você também pode incluir sons relaxantes, como de mar, passarinhos ou chuva, e perguntar se a criança prefere usar fones de ouvido para reduzir distrações enquanto estuda.

Crie uma rotina de estudos simples e fácil de seguir 

Quando seu filho entende como é a rotina do TDAH no dia a dia, sabe a hora de focar, o que diminui o estresse. Por exemplo, reserve períodos fixos, como das 15h às 19h, só para as tarefas de casa 

Você também pode usar quadros coloridos e agendas visuais na parede para que seu filho saiba exatamente o que esperar no decorrer do dia escolar. Assim, fica mais fácil visualizar as tarefas e também as pausas.

Utilize recursos visuais para organizar o tempo 

Ajude seu filho a visualizar o passar do tempo enquanto realiza uma tarefa. Você pode usar uma ampulheta ou timer visual para mostrar claramente quanto tempo falta para concluir uma tarefa. A visualização do tempo traz segurança, diminui a ansiedade e faz com que a criança pare de perguntar: “Quando posso fazer uma pausa?” 

Divida tarefas grandes em pequenas etapas

Para muitas crianças, encarar uma tarefa grande parece subir uma ladeira íngreme. Veja como você pode facilitar isso para seu filho. Divida as atividades em etapas claras, com orientações objetivas e concretas 

Vamos supor que seu filho queira fazer um desenho. Primeiro, pegue os lápis de cor na gaveta. Depois, coloque os lápis de cor sobre a mesa. Agora, pegue uma folha e coloque na mesa. Essa sequência dá a sensação de que a criança está avançando faixa por faixa — e a autoconfiança cresce a cada etapa. Sentir que está riscando itens da lista dá aquele gás extra para terminar.

Crie um sistema de recompensas

Um sistema de recompensas é um pilar fundamental no apoio à educação de crianças com TDAH. Você pode se perguntar: por quê? Pesquisas mostram que estudantes com TDAH costumam apresentar níveis mais baixos de dopamina — neurotransmissor ligado ao prazer e à sensação de recompensa. Isso significa que recompensas ou elogios tradicionais podem não gerar tanta motivação em muitas crianças com TDAH. Ao usar uma recompensa externa, é possível estimular a liberação de dopamina. Por outro lado, muitas crianças com TDAH se sentem mais realizadas quando percebem conquistas, o que as incentiva a se engajarem de verdade nas tarefas. 

Essa técnica é chamada de reforço positivo e ajuda a criar um ciclo de incentivo que promove produtividade e foco. 

Apoiando a trajetória do seu filho com TDAH na escola 

Agora você já conhece os caminhos para apoiar quem tem TDAH. Todas essas estratégias podem ser usadas junto com a equipe escolar na rotina do seu filho. E lembre de considerar a solicitação do PEI — pode ser um divisor de águas.

No final das contas, o melhor a fazer é sempre buscar a abordagem certa para o seu filho.

Como a Liven pode ajudar?

  • Seu filho pode usar o app para acompanhar o humor ao longo do dia

  • Agendar horários de medicação, compromissos e atividades diárias

  • Se organizar melhor em todas as áreas da rotina

  • Reduzir a ansiedade com uma abordagem baseada em ciência

E nunca se esqueça: o apoio emocional é tão importante quanto o apoio acadêmico. Acolha os sentimentos do seu filho, comemore cada conquista e seja sempre um porto seguro para ele. Porque, no final do dia, toda criança merece um abraço 

Referências 

  1. ADDitude. (14 de outubro de 2024). Guia passo a passo para garantir adaptações para TDAH na escola. https://www.additudemag.com/504-plan-for-adhd-accommodations-at-school/
  2. Pendharkar, E. (17 de agosto de 2023). O que é um PEI? Planos de Ensino Individualizado, explicado. Educação. https://www.edweek.org/teaching-learning/what-is-an-iep-individualized-education-programs-explained/2023/07
  3. Sibley, M. H., Kelleher, I., & McCarthy, D. (2023). Intervenções não farmacológicas para transtorno de déficit de atenção e hiperatividade em crianças e adolescentes. The Lancet Child & Adolescent Health, 7(6), 415–428. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36907194/

 

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